Seguinte: eu queria também poder ganhar a vida falando bobagens e ainda por cima fazer os outros rirem. Mas isto é só para quem já nasceu com este "dom". E o Danilo é o cara. Cara de menino, voz de menino, mas uma performance de gente grande. Ele fala obviedades que nos fazem engasgar de risadas. São situações do cotidiano que ele observa de um jeito particular. Seu jeito. Um jeito que nos cativa. Já o conhecia por suas performances na Internet via YouTube, mas ao vivo é melhor ainda. Pena que a Record e a Globo querem sepultar sua espontaneidade. Sondado para o Show do Tom e para Zorra Total (o cemitério do humor), Danilo entraria para o marasmo televisivo, onde fazer piada com peido (me recuso a falar pum) é o cúmulo da falta de graça. Espero que ele continue com estes shows mambembes, porque...
Esta palhaçada com o Daniel Dantas me faz pensar sobre o porquê do empenho de um juiz do supremo em livrar a cara deste cidadão. E vou além: altas horas da noite ou da madrugada figurões são soltos através de habeas corpus sendo que para o cidadão comum, mesmo sendo criminoso, só vale o horário comercial. E aí vem a pergunta:
Rigor excessivo contra motoristas que ingerem álcool oculta um Estado fraco e põe em risco o próprio respeito à norma
JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI
COLUNISTA DA FOLHA
É dever moral evitar acidentes causados pelo exagero no consumo de bebida alcoólica. É dever do Estado coibir o desatino de pessoas alcoolizadas dirigirem seus veículos; cabe-lhe puni-las segundo o rigor da lei. Como, porém, se determina esse rigor para torná-lo efetivo?
Bebidas alcoólicas tradicionalmente fazem parte de nosso cardápio. No Mediterrâneo, o vinho, o trigo e a azeitona compuseram a base da alimentação que permitiu o desenvolvimento do Ocidente.
Na França costuma-se dizer que uma refeição sem vinho é como um dia sem sol. E os cardiologistas aconselham que se tome um copo de vinho tinto diariamente para evitar doenças coronárias.
O problema, portanto, não é o álcool, mas o exagero e o vício. Aliás, como a comida e o sexo. O caso do álcool é mais pungente, pois seu consumo desmesurado, além de causar danos a quem bebe, freqüentemente e cada vez mais atinge pessoas inocentes, que nada têm a ver com os exageros e os vícios alheios. Isso porque nos tornamos cada vez mais dependentes do automóvel como meio de transporte.
Situação esdrúxula
E o caso das grandes metrópoles, em particular o de São Paulo, mostra como medidas urgentes devem ser tomadas.
De um lado, diminuindo o peso do transporte individual; de outro, coibindo o exagero do consumo do álcool. Ora, toda a questão reside na medida desse exagero.
Segundo a Folha de domingo passado, os EUA e o Reino Unido admitem oito decigramas de álcool por litro de sangue, a França, cinco, e o Brasil, dois, junto com Noruega e Suécia. Essa medida equivale a proibir que a pessoa dirija depois de beber um copo de cerveja ou de vinho.
Punição à maioria
Chegamos a uma situação esdrúxula: em vez de o Estado determinar a medida da segurança, simplesmente se isenta dessa medida e pune aquele que bebe moderadamente, ciente de seus limites e de suas obrigações sociais.
Em resumo, pune a maioria para evitar que desregrados causem malefícios. Na Noruega e na Suécia, a tolerância zero tem lá suas razões de ser.
No Brasil, esse exagero simplesmente repete o espetáculo de violência de um Estado fraco, que encena uma força desproporcional a seus recursos simplesmente para atemorizar.
Isso equivale a legislar para que a lei não pegue, obviamente depois de saciar a boa consciência dos bem pensantes.
Como de costume, os brasileiros enfrentam um problema desfraldando a bandeira do rigor da lei para deixar tudo como está, menos o respeito pela lei, o qual se degrada a cada dia.
JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI é professor emérito da USP e coordenador da área de filosofia do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. Escreve na seção "Autores", do Mais! .
Moro no terceiro andar. Logo acima da janela, o beiral do telhado. E é lá que os passarinhos fazem seu ninho, normalmente pardais. Mas nesta época (primavera) são as andorinhas que estão em época de reprodução. E enquanto os filhotinhos ainda estão dentro dos ovos ou indefesos nos ninhos, ninguém pode chegar perto. Minha mulher não pode pendurar as roupas perto da janela que logo elas começam a fazer rasantes. E ai daquele que distraidamente estiver com a napa na janela, leva um ataque frontal.
...porque eu também voltei.
Anunciam o início e o fim do Verão. Constróem o ninho com lama nos beirais das casas ou no interior de celeiros, barracões ou outros edifícios de quintas.
Chegam por volta de Março /Abril e entre Outubro e Novembro juntam-se em bandos, que podem chegar a centenas de elementos, para rumarem a sul, a fim de passarem o Inverno. A andorinha-das-chaminés distingue-se da andorinha-dos-beirais por apresentar umas grandes guias caudais, umas asas mais angulosas e uma face avermelhada.
A andorinha não pesa mais de 10 a 20 gramas, mas pode percorrer até 10 mil quilômetros numa migração. O macho e a fêmea se ocupam com a construção do ninho, que é feito de pequenos grãos de areia e palha, cimentados com terra argilosa misturado com saliva.
A fêmea põe três a cinco ovos brancos, que são chocados pelos pais durante duas semanas. Os filhotes saem do ninho com cerca de três semanas, mas a família continua unida até que eles sejam completamente independentes.
De novo em pleno período de festas natalinas, fiquei a pé de novo. Desta vez não foi acidente, foi furto mesmo. Quase instantâneo. Pá-pum. Ohou, tá lá. Olhou de novo e sumiu. Parece coisa do Mr. M...
Se fosse na minha época de ginásio eu papava essa fácil:
T-I-G-E-LA
F-U-S-Í-V-E-L
O segredo? Ler. Muuuuuuito. Porque os erros nos livros são quase inexistentes e você se acostuma com as palavras. Por falar nisto, já devo ter lido uns 20 livros nos últimos 6 meses.
E qualquer erro neste texto é culpa deste teclado "tabajara" (com J porque deriva de uma palavra indígena).
Ns tempos de blogueiro em tempo integral fiz este post no Playground dos Dinossauros (blog criado por mim e pelo Leotti; dêem uma passada lá.):
Pra não dizer que não falei de sexo.
Seria até covardia comparar a sexualidade de hoje com a do passado tamanha a inversão de valores. Mas não vou me furtar desta obrigação, já que não é um prazer meu, literalmente falando. Só falar gente!
Bom, o namoro beeeeeem antigamente se restringia a pegar na mão, dar uns beijinhos sem grandes pirotecnias labiais, coisa de selinho ou beijo técnico. Com o tempo os enamorados foram pegando mais intimidade e o beijo transformou-se numa arte do 'tirar o fôlego'. Já, as carícias mais íntimas se restringiam à 'passação de mão'. Sexo, como regra, só depois do casamento. E é lógico que havia as exceções como em toda história da humanidade, desde os tempos imemoriais, porque a sacanagem faz parte do nosso equipamento de série. Mas os tabus e educação religiosa fizeram com que se criasse uma barreira entre macho e fêmea na plena realização do instinto natural da procriação e do prazer.
A partir da década de 60 com a pregação, ou pegação como quiserem, do amor-livre - e o grande clímax desta época foi Woodstock e os hippies pregando paz e principalmente amor, muito amor - as relações entre macho-fêmea, macho-macho (ahã) e fêmea-fêmea (sem contar outras formas de relação) começaram a pegar fogo. Variadas formas de praticar este esporte foram surgindo, ou se revelando. Kama-sutra levado ao extremo, ménage a trois, swing (troca de casais), sado-masoquismo, etc.
Hoje, a sexualização da mídia, desde a exposição de crianças da mais tenra idade a danças obscenas (lembram da Boquinha da Garrafa?) até o marketing puro da moda que valoriza mais o corpo (esqueléticos, musculoso ou perfeitos como preferirem) que o cérebro ou o interior, permite que indivíduos entrem mais cedo para a adolescência ou mundo adulto via iniciação sexual. Hoje é freqüente adolescentes de 14 anos serem mais experientes sexualmente que quase-adultos da minha época
de adolescente com 20 a 25 anos. Também, em plena 7 horas da noite casais se esfregam na novela. Atores de peito nu passeiam pela telinha. Modelos quase peladas infestam os programas de au-ditório (porque de mundo-cão). Lembro que a Playboy da década de 70 não trazia nem o nu frontal nem o nu ginecológico (ou explícito) que algumas revistas tem o mau gosto de publicar. Filmes ou fotos de sexo explícito só em revistas suecas contrabandeadas. Não podemos esquecer que no final da década de 60 e toda década de 70 vivíamos na ditadura (sem trocadilhos por favor).
Que conclusão se tira de tudo isto? É bom? É prejudicial? Quais as conseqüências? Acho que cada idade tem suas atividades e o perigoso é, principalmente, a gravidez precoce que abrevia a entrada no mundo adulto das responsabilidades tirando dos jovens a oportunidade da diversão e de cumprirem seu ciclo de estudos. Uma das vantagens que temos hoje é que existe muito mais informação e que ninguém pode alegar ignorância. Mas de uma coisa todos temos certeza: sexo, só fazendo mesmo pra aprender...